Judiciário quer reajuste de 56% e salário de quase R$ 9 mil para copeiro
Os tribunais superiores do país se propõem a pagar até R$ 8.479,71 a funcionários que têm apenas instrução fundamental e desempenham funções de apoio, como copeiros, contínuos ou operadores de copiadora. O salário inicial é de R$ 3.615,44.
Essa situação será criada pela aprovação de um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. A proposta dá um reajuste médio de 56% aos funcionários do Judiciário. Com ele, profissionais de nível técnico poderão ganhar até R$ 18.577,88 e os de nível superior, R$ 33.072,55 – acima do teto do serviço público, que é de R$ 26.723,13.
O principal argumento dos funcionários do Judiciário para obter o reajuste é que seus salários estão defasados em relação aos dos colegas do Executivo e do Legislativo. Contudo, se os reajustes foram concedidos, os funcionários do nível técnico e auxiliar ganharão mais do que o equivalente no Executivo, o que é inconstitucional.
O projeto de lei foi enviado ao Congresso em dezembro passado, com a assinatura de todos os presidentes de tribunais superiores. Em maio, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, visitou o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).
O custo estimado dos reajustes no Judiciário, que variam de 52,88% a 81,85%, é de pelo menos R$ 6,4 bilhões e beneficia 100 mil pessoas. Em comparação, o aumento de 7,72% das aposentadorias acima de um salário mínimo, sancionado semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, beneficia 8,4 milhões de pessoas e custará R$ 8,3 bilhões no total.
terça-feira, 6 de julho de 2010
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Essas pessoas que criticam o Bolsa Família o fazem de maneira mesquinha, utilizando argumentos como: isso é esmola, não se pode dar o peixe ao povo tem que ensiná-lo a pescar, as pessoas pobres tem muitos filhos para poder receber mais bolsas, etc...
ResponderExcluirEsmola??? O governo não está dando esmola não! Está sim assistencializando uma população que sempre foi esquecida, tentando proporcionar, ainda que incipiente, uma melhora nas condições de sobrevivência.
Com certeza os que utilizam o discurso do "peixe" não sabem o que é passar por uma situação de dificuldade. Educação e geração de empregos devem sim ser metas do governo, no entanto, em um primeiro momento é preciso fazer com que as pessoas possam no mínimo comer, para depois sim capacitar a população com educação visando o desenvolvimento das mesmas no mercado de trabalho.
O país tem caminhado ao desenvolvimento de maneira bem satisfatória nesses últimos 7 anos e meio e a direita está desesperado, recitando ao léu discursos levianos, mentirosos, sobre a época da ditadura militar, dizendo que havia sim liberdade ao povo e que ninguém enriqueceu governando o país durante o período.
Vejam os discursos de senadores como Agripino Maia(DEM) e Jair Bolsonaro(PP) e descubram como eles cospem em nossa cara e nos chamam de burros!
Meus parabéns Claudema! Seu texto é muito pertinente e bem argumentado!
ResponderExcluirSim, O bolsa familia ajuda as tão esquecidas familias pelo nosso imenso Brasil.
ResponderExcluirContudo, ele é mais usado pelo governo pelo motivo de arrecadamento de votos(um tipo de compra de votos lícita). Mantendo o Bolsa familia mas sem os sem a preocupação com a educação e a criação de empregos para essa população.
Mas, o brasileiro(não se referindo a todos, claro) se acomoda muito facilmente com a situação: "Está ganhando sem fazer nada, está ótimo". Esse é um grande perfil dos brasileiros que ganham o bolsa familia. Não tem um espírito guerreiro, de lutar pelo que merece. Isso é algo que falta na população.
Espero que um dia isso mude.
Guilherme
Guilherme,
ResponderExcluirAcho que ainda vale a pena pensar que não é nada fácil para alguém que vive no sertão nordestino, por exemplo, sem acesso à educação, alimentação, emprego e, inclusive, água ter força para lutar por alguma coisa que não seja comida. Infelizmente, nossa grande mídia é bastante nojenta, principalmente as que tem maior influência como Globo e Veja, e usam casos que são exceção para desqualificar o governo e, pior, a população sofrida do Brasil. Vale lembra que mais de 40% dos brasileiros vivem em situação de pobreza ou miséria, só na cidade de São Paulo, 12 mil estão vivendo em situação de rua. É claro que o Bolsa Família não resolve e, concordo com você, outras coisas como educação e geração ampla de empregos precisam ser feitas. Mas, isto é, ao menos, uma luz no fim do túnel para esses completo desamparados.
Grande abraço e espero por novas aparições suas por aqui, afinal, filosofia não se faz sozinho!
Não me entenda errado, concordo que o bolsa família deva existir. Afinal para se viver, deve-se comer, contudo o que eu quis dizer( e talvez não tenha conseguido) é que o governo precisa fazer mais do que apenas o bolsa família. Deve se investir em educação, empregos e saúde, porque os brasileiros merecem, pelo tanto de riquezas que geramos, um investimento maior. Infelizmente, boa parte da população não se da conta disso.
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