Salve, salve molecada!
Aí vai um textinho para auxiliá-los nos estudos de sociologia!
Em breve mais!
http://contextopolitico.blogspot.com/2008/12/as-teorias-da-ao-social-de-weber-ao.html
Abraços e bons estudos
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
VEJA que mentira!
Salve à todas e à todos! (vamos inverter esta lógica machista que vinha usando...)
É com grande satisfação que trago a vocês mais uma prova das mentiras publicadas pela revista sensacionalista de quinta categoria (me perdoem as revistas de quinta categoria pela comparação, sei que vocês são melhores, é que falta a classificação "sexta categoria") da Editora Abril.
Tal semanário, a Zóia, constantemente assume um papel de defensora dos valores morais do povo brasileiro (só pode ser brincadera...) e esquece que mentira, adulteração, invenção e outras atitudes comuns em suas publicações fogem de todo e qualquer padrão moral já estabelecido.
Em edição recente, criticaram veementemente e desrespeitosamente, o trabalho dos antropólogos brasileiros (será que a Zóia não entende de Antropologia???? Pode ser, né????) no ridículo texto "A farra da antropologia oportunista" (título que, por si só, já é oportunista...) e, óbvio, não assumiu ou deu o mesmo espaço para que os citados se defendessem. Para a nossa sorte, a internet "concedeu" tal espaço.
Então vamos lá, neste sítio encontram-se o texto da pífia revista, e as declarações de defesesa do antropólogo citado por ela (Eduardo Viveiros de Castro) e de diversos órgãos ligados aos membros ofendidos.
http://sites.google.com/site/nappufrrj/dossies/revista-veja
Um abraço e boa leitura!
É com grande satisfação que trago a vocês mais uma prova das mentiras publicadas pela revista sensacionalista de quinta categoria (me perdoem as revistas de quinta categoria pela comparação, sei que vocês são melhores, é que falta a classificação "sexta categoria") da Editora Abril.
Tal semanário, a Zóia, constantemente assume um papel de defensora dos valores morais do povo brasileiro (só pode ser brincadera...) e esquece que mentira, adulteração, invenção e outras atitudes comuns em suas publicações fogem de todo e qualquer padrão moral já estabelecido.
Em edição recente, criticaram veementemente e desrespeitosamente, o trabalho dos antropólogos brasileiros (será que a Zóia não entende de Antropologia???? Pode ser, né????) no ridículo texto "A farra da antropologia oportunista" (título que, por si só, já é oportunista...) e, óbvio, não assumiu ou deu o mesmo espaço para que os citados se defendessem. Para a nossa sorte, a internet "concedeu" tal espaço.
Então vamos lá, neste sítio encontram-se o texto da pífia revista, e as declarações de defesesa do antropólogo citado por ela (Eduardo Viveiros de Castro) e de diversos órgãos ligados aos membros ofendidos.
http://sites.google.com/site/nappufrrj/dossies/revista-veja
Um abraço e boa leitura!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
122 anos. O fim da escravidão e o recomeço dos problemas.
Salve à todos e à todas!
Como a falta de tempo tem me impedido de escrever, vou recorrer mais uma vez a veiculação de textos de outras pessoas.
Segue aqui, um texto encontrado em um blog (http://blogdosakamoto.uol.com.br/) de um jornalista bastante engajado (é o que se nota pelos textos) e que vale a pena dar uma olhada.
O assunto é importante e atual e, com certeza, merece mais espaço para discussão do que o encontrado hoje...
Leiam, comemtem, opinem...
Abraços meus caros!!
Lei Áurea, 122. Conheça o escravo de hoje
Contudo, a Lei Áurea – curta, grossa e lacônica – não previu nenhuma forma de inserir milhões de recém-libertos como cidadãos do pais, muitos menos alguma compensação pelos anos de cárcere para que pudessem começar uma vida independente. Para substituir os escravos, veio a imigração de mão-de-obra estrangeira, agora assalariada. Os fazendeiros não precisavam mais comprar trabalhadores, podiam apenas pagar-lhes o mínimo necessário à subsistência. Ou nem isso.
Enquanto isso, o trabalho escravo moderno deu lugar a formas contemporâneas de escravidão, em que trata-se o trabalhador como animal, explora-se sua força física aos limites da exaustão e cria-se maneiras de prendê-lo à terra, seja por dívidas ilegais, seja por qualquer outra forma. Para isso, são usadas ameaças e violência como estratégias de convencimento. No passado, sentiram isso na pele imigrantes europeus nos cafezais do Sudeste e migrantes nordestinos nos seringais do Norte. Ainda hoje, são vitimas da escravidão contemporânea milhares de trabalhadores pobres em fazendas de gado, soja, algodão, milho, arroz, cana-de-açúcar, carvoarias, oficinas de costura, pátios de obras de hidrelétricas.
Qual o perfil desse escravo de hoje? Desde 1995, quando o governo federal criou os grupos móveis de fiscalização que verificam denunciam e libertam trabalhadores, 37.205 foram oficialmente retirados dessas condições. Se considerarmos os trabalhadores rurais resgatados entre 2003 e 2009 (descontando o trabalho escravo urbano e o voltado para exploração sexual), temos Maranhão, Pará, Bahia e Mato Grosso do Sul como principais fontes de escravos; uma maioria de homens (95%); a ausência de formação – 40% analfabetos e 28% apenas com a 4ª série incompleta; 63% entre 18 e 34 anos – ou seja, no auge de sua força física, podendo entregá-la aos empregadores.
Saem de regiões pobres para procurar empregos em outros lugares fugindo da pobreza e da falta de oportunidades melhores. A fronteira agrícola amazônica tem sido, historicamente, Pará à frente, o principal destino desses trabalhadores. O município de São Félix do Xingu (PA) é campeão no número de casos de fiscalização desse crime. A fazenda e usina Pagrisa, em Ulianópolis (PA), foi palco da maior libertação até agora com 1.064 pessoas resgatadas. Mas resgates já foram realizados do Rio Grande do Sul a Roraima, passando por São Paulo e Rio de Janeiro, mostrando que o problema é nacional.
Vamos dar um passo atrás e ver e ver de onde vem essa herança maldita. Em 1850, o governo brasileiro finalmente adota ações eficazes para coibir o tráfico transatlântico de escravos após pressão inglesa. Nos anos seguintes, foram tomadas medidas que libertaram crianças e sexagenários. O que, na verdade, serviu apenas como distrações para postergar o fim da escravidão. Os escravos que conseguiam chegar aos 60 anos já não tinham condições de trabalho e eram um “estorvo” financeiro para muitos fazendeiros que os sustentavam. Já os filhos dos escravos não possuíam autonomia para viver sozinhos. Muitos, até completarem 18 anos, foram tutelados (e explorados) pelos proprietários de seus pais.
Mas, por mais que fosse postergada, com o fim do tráfico transatlântico, a propriedade legal sob seres humanos estava com os dias contados. Em questão de anos, centenas de milhares de pessoas estariam livres para ocupar terras virgens – que o país tinha de sobra – e produzir para si próprios em um sistema possivelmente de campesinato. Quem trabalharia para as fazendas? Como garantir mão-de-obra após a abolição total?
Vislumbrando que, mantida a estrutura fundiária do país, o final da escravidão poderia representar um colapso dos grandes produtores rurais, o governo brasileiro criou meios para garantir que poucos mantivessem acesso aos meios de produção. A Lei de Terras foi aprovada poucas semanas após a extinção do tráfico de escravos, em 1850, e criou mecanismos para a regularização fundiária. As terras devolutas passaram para as mãos do Estado, que passaria a vendê-las e não cedê-las como era feito até então. O custo da terra começou a existir, mas não era significativo para os então fazendeiros, que dispunham de capital para a ampliação de seus domínios – ainda mais com os excedentes que deixaram de ser invertidos com o fim do tráfico. Porém, era o suficiente para deixar ex-escravos e pobres de fora do processo legal. Ou seja, mantinha a força de trabalho à disposição.
As legislações que se sucederam a ela e trataram do assunto apenas reafirmaram medidas para garantir a existência de um contingente reserva de mão-de-obra sem acesso à terra, mantendo baixo o nível de remuneração e de condições de trabalho. Com a Lei de 1850 estava formatada uma nova estrutura – em substituição àquela que seria extinta em maio de 1888 – para sujeitar os trabalhadores.
O fim da escravidão não representou a melhoria na qualidade de vida de muitos trabalhadores rurais, uma vez que o desenvolvimento de um número considerável de empreendimentos continuou a se alimentar de formas de exploração semelhantes ao período da escravidão como forma de garantir uma margem de lucro maior ao empreendimento ou mesmo lhe dar competitividade para a concorrência no mercado. Governo e sociedade têm obtido vitórias no combate a esse crime, atacando o tripé que o sustenta (impunidade, ganância e pobreza). Mas sua erradicação ainda é um sonho distante.
Para além dos efeitos da Lei Áurea que completa 122 anos, trabalhadores rurais do Brasil ainda vivem atualmente sob a ameaça do cativeiro. Mudaram-se os rótulos, ficaram as garrafas.
sábado, 8 de maio de 2010
Texto de Maria Rita Kehl - Vale a pena ler
Segue, na íntegra.
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Tortura, por que não?
01 de maio de 2010 | 0h 00
Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo
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O motoboy Eduardo Pinheiro dos Santos nasceu um ano depois da promulgação da lei da Anistia no Brasil, de 1979. Aos 30 anos, talvez sem conhecer o fato de que aqui, a redemocratização custou à sociedade o preço do perdão aos agentes do Estado que torturaram, assassinaram e fizeram desaparecer os corpos de opositores da ditadura, Pinheiro foi espancado seguidas vezes, até a morte, por um grupo de 12 policiais militares com os quais teve o azar de se desentender a respeito do singelo furto de uma bicicleta. Treze dias depois do crime, a mãe do rapaz recebeu um pedido de desculpas assinado pelo comandante-geral da PM. Disse então aos jornais que perdoa os assassinos de seu filho. Perdoa antes do julgamento. Perdoa porque tem bom coração. O assassinato de Pinheiro é mais uma prova trágica de que os crimes silenciados ao longo da história de um país tendem a se repetir. Em infeliz conluio com a passividade, perdão, bondade, geral.Encararemos os fatos: a sociedade brasileira não está nem aí para a tortura cometida no País, tanto faz se no passado ou no presente. Pouca gente se manifestou a favor da iniciativa das famílias Teles e Merlino, que tentam condenar o coronel Ustra, reconhecido torturador de seus familiares e de outros opositores do regime militar. Em 2008, quando o ministro da Justiça Tarso Genro e o secretário de Direitos Humanos Paulo Vannuchi propuseram que se reabrisse no Brasil o debate a respeito da (não) punição aos agentes da repressão que torturaram prisioneiros durante a ditadura, as cartas de leitores nos principais jornais do País foram, na maioria, assustadoras: os que queriam apurar os crimes foram acusados de ressentidos, vingativos, passadistas. A culpa pela ferocidade da repressão recaiu sobre as vítimas. A retórica autoritária ressurgiu com a força do retorno do recalcado: quem não deve não teme; quem tomou, mereceu, etc. A depender de alguns compatriotas, estaria instaurada a punição preventiva no País. Julgamento sumário e pena de morte para quem, no futuro, faria do Brasil um país comunista. Faltou completar a apologia dos crimes de Estado dizendo que os torturadores eram bravos agentes da Lei em defesa da - democracia. Replico os argumentos de civis, leitores de jornais. A reação militar, é claro, foi ainda pior. "Que medo vocês (eles) têm de nós."
No dia em que escrevo, o ministro Eros Graus votou contra a proposta da OAB, de revisão da Lei da Anistia no que toca à impunidade dos torturadores. Para o relator do STF, a lei não deve ser revista. Os torturadores não serão julgados. O argumento de que a nossa anistia foi "bilateral" omite a grotesca desproporção entre as forças que lutavam contra a ditadura (inclusive os que escolheram a via da luta armada) e o aparato repressivo dos governos militares. Os prisioneiros torturados não foram mortos em combate. O ministro, assim como a Advocacia Geral da União e os principais candidatos à Presidência da República sabem que a tortura é crime contra a humanidade, não anistiável pela nossa lei de 1979. Mas somos um povo tão bom. Não levamos as coisas a ferro e fogo como nossos vizinhos argentinos, chilenos, uruguaios. Fomos o único país, entre as ferozes ditaduras latino-americanas dos anos 60 e 70, que não julgou seus generais nem seus torturadores. Aqui morrem todos de pijamas em apartamentos de frente para o mar, com a consciência do dever cumprido. A pesquisadora norte-americana Kathrin Sikking revelou que no Brasil, à diferença de outros países da América latina, a polícia mata mais hoje, em plena democracia, do que no período militar. Mata porque pode matar. Mata porque nós continuamos a dizer tudo bem.
Pouca gente se dá conta de que a tortura consentida, por baixo do pano, durante a ditadura militar é a mesma a que assistimos hoje, passivos e horrorizados. Doença grave, doença crônica contra a qual a democracia só conseguiu imunizar os filhos da classe média e alta, nunca os filhos dos pobres. Um traço muito persistente de nossa cultura, dizem os conformados. Preço a pagar pelas vantagens da cordialidade brasileira. "Sabe, no fundo eu sou um sentimental (...). Mesmo quando minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar/ Meu coração fecha os olhos e sinceramente, chora." (Chico Buarque e Ruy Guerra).
Pouca gente parece perceber que a violência policial prosseguiu e cresceu no País porque nós consentimos - desde que só vitime os sem-cidadania, digo: os pobres. O Brasil é passadista, sim. Não por culpa dos poucos que ainda lutam para terminar de vez com as mazelas herdadas de 21 anos de ditadura militar. É passadista porque teme romper com seu passado. A complacência e o descaso com a política nos impedem de seguir frente. Em frente. Livres das irregularidades, dos abusos e da conivência silenciosa com a parcela ilegal e criminosa que ainda toleramos, dentro do nosso Estado frouxamente democratizado.
Enquanto isso em Portugal...
Salve à todos e à todas! Para aqueles que pensam que problemas existem só por cá (como diriam nossos irmãos portugueses), vejam o que estão falando por lá... Abraços e um ótimo final de semana! E agora, quem paga a crise? |
| 07-Mai-2010 | |
| Os homens e as mulheres que foram atirados para o desemprego com o encerramento de empresas e fábricas por todo o país são as primeiras vítimas desta crise. São eles quem já pagou, com o seu posto de trabalho, a primeira grande factura da crise financeira. A segunda factura foi paga por todos nós, com os apoios massivos que os estados deram aos bancos, tapando enormes buracos financeiros e colocando os défices públicos em situação de risco. Seguindo da consideração que existem culpados para a crise que vivemos, como em muitas outras coisa na vida, seria de esperar que os chamássemos à razão e os obrigássemos a assumir as suas responsabilidades. Afinal de contas, eles é que fizeram a asneira que nós temos de limpar, com um preço que ainda não conhecemos na totalidade, mas já percebemos que será muito elevado. As notícias recentes trazem-nos uma reafirmação do Bloco Central. José Sócrates e Pedro Passos Coelho reúnem-se numa Santa Aliança que vira baterias contra os portugueses, particularmente os desempregados, para que sejam eles a pagar esta crise. O que vemos com as palavras de José Sócrates e de Pedro Passos Coelho é que eles têm uma opinião diferente da nossa. Para eles, os culpados da crise são os trabalhadores que ficaram desempregados e, por isso mesmo, são eles que a têm de pagar. Para esse efeito, este Bloco Central une-se para alterar as regras do subsídio de desemprego, para retirar algumas migalhas a quem delas tanto precisa. Ouvi, há dias, uma música que dizia o seguinte: "os pobres não foram os culpados da crise, porque ela é muito cara". Sendo verdade a afirmação, devo acrescentar que os trabalhadores também não são os culpados da crise, porque já sabem que isso colocaria em risco o seu posto de trabalho. Então, se os empregados (agora desempregados) não são os responsáveis da crise, se já pagaram com a perca do posto de trabalho, porque é que têm de ser novamente sacrificados?! Quem fica a rir, no meio disto tudo, é quem fez a asneira. Os bancos, mesmo no pico da crise, nunca pararam de apresentar milhões de euros de lucros, com as ajudas dos estados. E, agora, em vez de serem chamados a pagar o arranjo do estrago que fizeram, continuam a ter um tratamento especial. Como é que se pode perceber, por exemplo, que os bancos paguem menos impostos que os restantes portugueses! Qualquer um de nós, que tenha um pequeno negócio, paga taxas de impostos mais altas do que as que são pagas pelos bancos. Porque é que isso acontece quando eles apresentam milhões de euros de lucro por dia? Porque é que os bancos podem continuar a ter um tratamento de favor, quando foram eles os responsáveis por estarmos mergulhados na gravíssima crise em que estamos? Não podemos aceitar que sejam os desempregados a pagar a crise! Já chega de serem sempre os mesmos a pagar a conta. É hora dos responsáveis por toda esta situação se chegarem à frente. Os bancos que sejam obrigados a contribuir para ultrapassarmos a crise. Estas são as propostas do Bloco de Esquerda, este é um caminho de futuro para Portugal, esta é a Justiça na Economia. |
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