Salve!
Segue abaixo um resumo das aulas sobre Grécia, para auxiliá-los nos estudos para a prova de amanhã.
Abraços e bons estudos
terça-feira, 27 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
3º EM - AC1 - Filosofia
Salve cidadãos do 3º EM
Para nossa primeira AC do mundo virtual, peço que sigam as intruções abaixo.
1º Assistam ao filme na íntegra (algo que já deveria ter sido feito a esta altura do campeonato...)
2º Analisem o contexto histórico retratado pelo filme
3º A partir de tal análise, reflita sobre a posição e a importância da filosofia dentro dos quadros apresentados. Lembre-se que o filme faz uma passagem rápida pelo século XX todo e, portanto, especifique o período a ser trabalhado e cite qual o trecho ao qual faz alusão.
4º Aplique algum dos conceitos sociológicos trabalhados em sala para qualquer parte do filme.
Data final da postagem: 27/4 às 23h59
Espero que esta prática possa tornar-se mais frequente nos próximos períodos.
Abraços à todos!
Para nossa primeira AC do mundo virtual, peço que sigam as intruções abaixo.
1º Assistam ao filme na íntegra (algo que já deveria ter sido feito a esta altura do campeonato...)
2º Analisem o contexto histórico retratado pelo filme
3º A partir de tal análise, reflita sobre a posição e a importância da filosofia dentro dos quadros apresentados. Lembre-se que o filme faz uma passagem rápida pelo século XX todo e, portanto, especifique o período a ser trabalhado e cite qual o trecho ao qual faz alusão.
4º Aplique algum dos conceitos sociológicos trabalhados em sala para qualquer parte do filme.
Data final da postagem: 27/4 às 23h59
Espero que esta prática possa tornar-se mais frequente nos próximos períodos.
Abraços à todos!
sábado, 24 de abril de 2010
2º EM - AC1 - Filosofia
Salve cidadãos do 2ºEM
Para a atividade de filosofia, procure relacionar os conceitos trabalhados durante o período (Cultura, Estado, Poder, IDeologia) dentro da análise do espaço onde se passa o filme.
Supermercado x Ideologia
À qual poder atende? Como este poder é representado?
Abraços
Para a atividade de filosofia, procure relacionar os conceitos trabalhados durante o período (Cultura, Estado, Poder, IDeologia) dentro da análise do espaço onde se passa o filme.
Supermercado x Ideologia
À qual poder atende? Como este poder é representado?
Abraços
quinta-feira, 22 de abril de 2010
1º EM - AC 1 - Filosofia
Salve cidadãos do 1º ano.
Mais uma proposta, agora para Filosofia.
1º Assista os primeiros 3 minutos do trecho do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=3wiQEfJrNVE
2º Analise a ideia de que padrão de beleza é mito.
3º Discuta sobre a relação Conhecimento x Consumo.
O prazo final para a publicação dos textos é dia 26/04
Abraços
Mais uma proposta, agora para Filosofia.
1º Assista os primeiros 3 minutos do trecho do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=3wiQEfJrNVE
2º Analise a ideia de que padrão de beleza é mito.
3º Discuta sobre a relação Conhecimento x Consumo.
O prazo final para a publicação dos textos é dia 26/04
Abraços
1º EM - AC 1 - Sociologia
Salve cidadãos do 1º ano.
Vamos à nossa proposta.
1º A partir da análise do filme, pense na relação Revolução Industrial x Consumo x Sociologia e debata sobre o significado do Supermercado apresentado no filme. Além disso, porque será que ele é branco???
2º A imagem abaixo pode ajudá-los a pensar.
O prazo final para publicação é 26/04
Abraços
Vamos à nossa proposta.
1º A partir da análise do filme, pense na relação Revolução Industrial x Consumo x Sociologia e debata sobre o significado do Supermercado apresentado no filme. Além disso, porque será que ele é branco???
2º A imagem abaixo pode ajudá-los a pensar.
O prazo final para publicação é 26/04
Abraços
terça-feira, 20 de abril de 2010
2°EM - AC 1 - Sociologia
Salve cidadãos do 2° EM
Para nossa primeira atividade filosófico-cibernética, deveremos seguir as seguintes etapas.
1° Assitir ao trecho do filme disponível no endereço abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=3wiQEfJrNVE (apenas a partir de 3 minutos e meio)
2° Pesquisar o significado do conceito de fetichismo para a Sociologia.
3° A partir deste conceito, discuta a ideia exposta no vídeo acima citado.
4° Para melhorar a discussão, utilize a imagem trabalhada na Prova Teste.
Percebam que a charge reproduz uma invasão militar, porém esses militares são personagens da Walt Disney e carrega, ou estão próximos, à diversas marcas como Texaco, Coca-cola, Shell, Nike, Microsoft, CNN, IBM, Mc Donalds e outras... Quem está invadindo? Qual objetivo?
Não é necessária responder à estas perguntas, mas é possível pensar sobre elas para a elaboração de suas respostas.
O prazo final para a publicação dos textos é 26/04/2010.
Abraços à todos e à todas.
Para nossa primeira atividade filosófico-cibernética, deveremos seguir as seguintes etapas.
1° Assitir ao trecho do filme disponível no endereço abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=3wiQEfJrNVE (apenas a partir de 3 minutos e meio)
2° Pesquisar o significado do conceito de fetichismo para a Sociologia.
3° A partir deste conceito, discuta a ideia exposta no vídeo acima citado.
4° Para melhorar a discussão, utilize a imagem trabalhada na Prova Teste.
Percebam que a charge reproduz uma invasão militar, porém esses militares são personagens da Walt Disney e carrega, ou estão próximos, à diversas marcas como Texaco, Coca-cola, Shell, Nike, Microsoft, CNN, IBM, Mc Donalds e outras... Quem está invadindo? Qual objetivo?
Não é necessária responder à estas perguntas, mas é possível pensar sobre elas para a elaboração de suas respostas.
O prazo final para a publicação dos textos é 26/04/2010.
Abraços à todos e à todas.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Atividades Complementares - REGRAS
Salve à todos e à todas!
Vamos pôr ordem no Coreto....
Para que o blog funcione como uma ferramenta de estudos/aprendizagem e que a avaliação possa ser feita de maneira mais objetiva e clara, é preciso estabelecer alguns critérios para os comentários:
1. O Anonimato está proibido, até porque preciso saber para quem dar as notas...
2. Os comentários serão avaliados de acordo com a pertinência de seus apontamntos, portanto, não adianta escrever apenas para seu nome aparecer. Coerência com o assunto é um dos pressupostos mais básicos das Ciências Humanas.
3. A participação também será considerada no momento em que a nota for estipulada, mas, novamente, apenas as participações coerentes. Encher linguiça é função de açougueiro...
4. A nota de AC será distribuida entre as mais diversas propostas. Por exemplo, se forem quatro propostas no blog, cada uma valerá 2,5. Se for uma no blog e uma em sala, 5,0 cada. E assim por diante...
5. O prazo será dado no momento em que a proposta for feita e não haverá, SOB HIPÓTESE ALGUMA, alteração. Por isso, não deixem para última hora. Para não haver problemas, as AC serão avisadas em sala.
6. Vocês terão até Quinta para tirarem suas dúvidas e para que façam suas sugestões - podendo ser aceitas ou não -.
.
Abraços
Vamos pôr ordem no Coreto....
Para que o blog funcione como uma ferramenta de estudos/aprendizagem e que a avaliação possa ser feita de maneira mais objetiva e clara, é preciso estabelecer alguns critérios para os comentários:
1. O Anonimato está proibido, até porque preciso saber para quem dar as notas...
2. Os comentários serão avaliados de acordo com a pertinência de seus apontamntos, portanto, não adianta escrever apenas para seu nome aparecer. Coerência com o assunto é um dos pressupostos mais básicos das Ciências Humanas.
3. A participação também será considerada no momento em que a nota for estipulada, mas, novamente, apenas as participações coerentes. Encher linguiça é função de açougueiro...
4. A nota de AC será distribuida entre as mais diversas propostas. Por exemplo, se forem quatro propostas no blog, cada uma valerá 2,5. Se for uma no blog e uma em sala, 5,0 cada. E assim por diante...
5. O prazo será dado no momento em que a proposta for feita e não haverá, SOB HIPÓTESE ALGUMA, alteração. Por isso, não deixem para última hora. Para não haver problemas, as AC serão avisadas em sala.
6. Vocês terão até Quinta para tirarem suas dúvidas e para que façam suas sugestões - podendo ser aceitas ou não -.
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Abraços
domingo, 18 de abril de 2010
Respondendo às perguntas
- Pessoal, não sei quem conseguirá ler as respostas. Peço que não deixem para enviar as dúvidas muito em cima da hora. Fica difícil acessar a rede o tempo todo. De qualquer forma, aí vai...
- raquel disse...
- Professor, não consegui entender os conceitos de mais-valia absoluta e mais-valia relativa. essa duas ''mais-valias'' são estratégias para ampliar o lucro?
- Tiago Dias disse...
- Oi Raquel. A "Mais-Valia" tem por objetivo essencial a ampliação do lucro. Este aumento pode assumir duas formas, a Mais-Valia Absoluta, aumento direto da Mais-Valia, sobretudo através do prolongamento da jornada de trabalho ou da redução dos salários; e Mais-Valia relativa, aumento indireto da Mais-Valia, quando o desenvolvimento das forças produtivas diminui os custos das mercadorias para o sustento do trabalho assalariado.
- Pedro disse...
- Podemos tirar por conclusão que o estado positivista não se trata na verdade de um estado baseado na razão e sem fundamento da religião, mais sim, uma união de ambos dentro de suas importâncias?
- Resposta:Pedro, é um Estado baseado na razão. Cuidado para não confudir a evolução do Estado para o positivismo com o Estado positivista em si. Para Comte, o estágio mais avançado é o Positivista, quando este se desvincula da religião.
- Pedro disse...
- A sociedade onde vivia Marx já era assombrada pelos males do consumisto a partir dessa idealização de mercadorias ligadas a patamares socias e realizações pessoais e até sexualismo? Resposta: Karl Marx escreveu suas principais obras entre 1848 e 1861, ou seja, no momento em que a Revolução Industrial espalhava-se pela Europa. O aumento do consumo era facilmente visualizável.
- Espero que os ajude.
- Abraços
Até que enfim!!!!
Salve à todos e à todas!
Estava fuçando na rede hoje e achei uma publicação em um blog de um grande amigo um artigo da UNICAMP sobre as mudaças no vestibular para esse ano. Para minha felicidade, está confirmada a inserção de FILOSOFIA e SOCIOLOGIA na prova. Ainda que de forma modesta, já apreceremos na prova. É um sinal. Leiam o artigo todo no sítio do Mundo Vestibular.
Abraços
Estava fuçando na rede hoje e achei uma publicação em um blog de um grande amigo um artigo da UNICAMP sobre as mudaças no vestibular para esse ano. Para minha felicidade, está confirmada a inserção de FILOSOFIA e SOCIOLOGIA na prova. Ainda que de forma modesta, já apreceremos na prova. É um sinal. Leiam o artigo todo no sítio do Mundo Vestibular.
Abraços
sábado, 17 de abril de 2010
2º e 3º EM - Texto de apoio
Salve à todos e à todas!
Leia este artigo publicado em um blog, há um bom tempo, mas que é muito bacana e traduz um pouco do que é nossa sociedade. Além disso pode ajudar muitos de vocês à estudarem para a prova.
Aos que não são do 2º e 3º, também recomendo, pois texto é ótimo e esclarece alguns pontos sobre marxismo, consumismo, sociedade capitalista....
Boa leitura e divirtam-se
http://www.logdemsn.com/2007/09/23/o-fetichismo-da-mercadoria/
Leia este artigo publicado em um blog, há um bom tempo, mas que é muito bacana e traduz um pouco do que é nossa sociedade. Além disso pode ajudar muitos de vocês à estudarem para a prova.
Aos que não são do 2º e 3º, também recomendo, pois texto é ótimo e esclarece alguns pontos sobre marxismo, consumismo, sociedade capitalista....
Boa leitura e divirtam-se
http://www.logdemsn.com/2007/09/23/o-fetichismo-da-mercadoria/
1º EM - Max Weber - Texto de apoio para PT
Salve à todos e à todas!
Segue um pequeno resumo para auxiliá-los nos estudos sobre Max Weber
Weber é o principal representante da Sociologia alemã e questionador dos modos positivistas de formulação de leis sociais, tema que rendeu acirrados debates à sua época. Defendia a idéia de que uma Ciência Social não poderia reduzir a realidade empírica à leis, pois tanto na escolha do tema a ser trabalhado quanto na explicação do acontecimento concreto, o cientista se vale de diversos fatores ligados à realidade dos fatos assim como a seus próprios valores, para dar sentido à realidade particular. Entretanto, se faz necessário o uso de uma metodologia de estudo, e o método proposto por weber baseia-se no estado de desenvolvimento dos conhecimentos, nas estruturas conceituais de que se dispõe e nas normas de pensamentos vigentes, o que irá permitir a obtenção de resultados válidos não apenas para si próprio. O sociólogo trabalha apenas com a realidade e busca características em comum na sociedade, sendo assim, a elaboração de um instrumento que auxilie na busca da compreensão dos comportamentos sociais, é fundamental.
Para Weber a sociologia é uma ciência que tenta entender a ação social, ou melhor, compreender os sentidos que os atores dão a suas ações. – neste caso o foco da análise é o indivíduo e não a sociedade, diferente do que ocorre para Marx e para Durkheim.
O tipo ideal é um modelo de interpretação-investigação, e é a partir dele que o cientista social irá analisar as sociedades e as formas de ação. Para Weber, a ação é toda conduta humana dotada de um significado subjetivo dado por quem a executa e ação social é toda conduta dotada de sentido para quem a efetua, a ação social deve ser praticada com intenção. A partir disso, Weber constrói quatro tipos ideais de ação social que podem se enquadrar na sociedade. A ação tradicional diz respeito aos hábitos e costumes enraizados, como por exemplo, comemorar o natal. A ação afetiva é inspirada em emoções imediatas, sem considerações de meios ou de fins a atingir, como torcer por um time, o indivíduo pratica a ação porque se sente bem. A ação racional em relação a valores é aquela em que o individuo considera apenas suas convicções pessoais e sua fidelidade a tais convicções, como ser honesto, ser casto. E a ação racional com relação a fins é praticada com um objetivo previamente definido, visando apenas o resultado. Weber define a Sociologia como a ciência que pretende entender, interpretando-a, a ação social, para explicá-la causalmente em seus desenvolvimentos e efeitos, ou seja, pretende explicar que tipo de mentalidade leva à realização das ações. Partindo do conceito de sociologia e das ações sociais podemos então compreender o que seja relação social, definida por Weber como uma conduta plural, reciprocamente orientada, dotada de conteúdos significativos que descansam na probabilidade de que se agirá socialmente de um certo modo, porém o caráter recíproco da relação social não obriga os agentes envolvidos a atuarem da mesma forma, entendemos que na relação social todos os envolvidos compreendem o sentido das ações, todos sabem do que se trata ainda que não haja correspondência. Quanto mais racionais forem as relações sociais maior será a probabilidade de que se tornem normas de conduta.
Abraços e bons estudos!
Segue um pequeno resumo para auxiliá-los nos estudos sobre Max Weber
Weber é o principal representante da Sociologia alemã e questionador dos modos positivistas de formulação de leis sociais, tema que rendeu acirrados debates à sua época. Defendia a idéia de que uma Ciência Social não poderia reduzir a realidade empírica à leis, pois tanto na escolha do tema a ser trabalhado quanto na explicação do acontecimento concreto, o cientista se vale de diversos fatores ligados à realidade dos fatos assim como a seus próprios valores, para dar sentido à realidade particular. Entretanto, se faz necessário o uso de uma metodologia de estudo, e o método proposto por weber baseia-se no estado de desenvolvimento dos conhecimentos, nas estruturas conceituais de que se dispõe e nas normas de pensamentos vigentes, o que irá permitir a obtenção de resultados válidos não apenas para si próprio. O sociólogo trabalha apenas com a realidade e busca características em comum na sociedade, sendo assim, a elaboração de um instrumento que auxilie na busca da compreensão dos comportamentos sociais, é fundamental.
Para Weber a sociologia é uma ciência que tenta entender a ação social, ou melhor, compreender os sentidos que os atores dão a suas ações. – neste caso o foco da análise é o indivíduo e não a sociedade, diferente do que ocorre para Marx e para Durkheim.
O tipo ideal é um modelo de interpretação-investigação, e é a partir dele que o cientista social irá analisar as sociedades e as formas de ação. Para Weber, a ação é toda conduta humana dotada de um significado subjetivo dado por quem a executa e ação social é toda conduta dotada de sentido para quem a efetua, a ação social deve ser praticada com intenção. A partir disso, Weber constrói quatro tipos ideais de ação social que podem se enquadrar na sociedade. A ação tradicional diz respeito aos hábitos e costumes enraizados, como por exemplo, comemorar o natal. A ação afetiva é inspirada em emoções imediatas, sem considerações de meios ou de fins a atingir, como torcer por um time, o indivíduo pratica a ação porque se sente bem. A ação racional em relação a valores é aquela em que o individuo considera apenas suas convicções pessoais e sua fidelidade a tais convicções, como ser honesto, ser casto. E a ação racional com relação a fins é praticada com um objetivo previamente definido, visando apenas o resultado. Weber define a Sociologia como a ciência que pretende entender, interpretando-a, a ação social, para explicá-la causalmente em seus desenvolvimentos e efeitos, ou seja, pretende explicar que tipo de mentalidade leva à realização das ações. Partindo do conceito de sociologia e das ações sociais podemos então compreender o que seja relação social, definida por Weber como uma conduta plural, reciprocamente orientada, dotada de conteúdos significativos que descansam na probabilidade de que se agirá socialmente de um certo modo, porém o caráter recíproco da relação social não obriga os agentes envolvidos a atuarem da mesma forma, entendemos que na relação social todos os envolvidos compreendem o sentido das ações, todos sabem do que se trata ainda que não haja correspondência. Quanto mais racionais forem as relações sociais maior será a probabilidade de que se tornem normas de conduta.
Abraços e bons estudos!
Nós que aqui estamos, por vós esperamos
Salve à todos e à todas!
Segue o endereço para vocês assistirem ao fillme na íntegra. O vídeo está dividido em 7 partes, no You Tube.
Em breve vocês terão as indicações para a Atividade.
Abraços e bons estudos.
Segue o endereço para vocês assistirem ao fillme na íntegra. O vídeo está dividido em 7 partes, no You Tube.
Em breve vocês terão as indicações para a Atividade.
Abraços e bons estudos.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
3º EM - Textos de apoio para a PT
Salve à todos e à todas.
Atendendo aos mais diversos pedidos e com objetivo de sanar o desejo incontrolável de saber que anceia vossas pobres almas, aproveito tal ferramenta do mundo virtual cibernético pós moderno para oferecer-lhes um apoio didático pedagógico de crescimento intelectual.
Visando permiter que desfrutem de dias menos intempestuosos, trago-lhes com grande felicidade, algumas indicações de sítios na rede mundial que os auxiliarão nos estudos, enobrecendo vossas almas e deixando vossas vidas menos taciturnas, macambuzias.
Seguirá, na complementação desta superficial, mas bem intencionada, redação, trechos destes mesmos sítios com a referência bibliográfica para a leitura em sua íntegra no próprio local de origem.
Fico, desde já, venturoso com vossas visitas neste humilde "blog".
Um ótimo final de semana,
Professor Tiago Dias
A filosofia da historia – primeiro tema da filosofia de Comte – pode ser sintetizada na sua célebre lei dos três estados: todas as ciências e o espírito humano como um todo desenvolvem-se através de três fases distintas: a teológica, a metafísica e a positiva.
No estado teológico, pensa Comte, o número de observações dos fenômenos reduz-se a poucos casos e, por isso, a imaginação desempenha papel de primeiro plano. Diante da diversidade da natureza, o homem só consegue explicá-la mediante a crença na intervenção de seres pessoais e sobrenaturais. O mundo torna-se compreensível somente através das idéias de deuses e espíritos. Segundo Comte, a mentalidade teológica visa a um tipo de compreensão absoluta; o homem, nesse estágio de desenvolvimento, acredita ter posse absoluta do conhecimento. Para além dos limites dos seres sobrenaturais, o homem não coloca qualquer problema, sentindo-se satisfeito na medida em que a possibilidade de recorrer à intervenção das divindades fornece um quadro para compreensão dos fenômenos que ocorrem ao seu redor.
Paralelamente às funções de explicação da natureza, a mentalidade teológica desempenharia também relevante papel de coesão social, fundamentando a vida social. Confiando em poderes imutáveis, fundados na autoridade, essa mentalidade teria como forma política correspondente a monarquia aliada ao militarismo.
O estado teológico, para Comte, apresenta-se dividido em três períodos sucessivos: o fetichismo, o politeísmo e o monoteísmo. No fetichismo, uma vida espiritual, semelhante à do homem, é atribuída aos seres naturais. O politeísmo esvazia os seres naturais de suas vidas anímicas - tal como concebidos no estágio anterior - e atribui a animação desses seres não a si mesmos, mas a outros seres, invisíveis e habitantes de um mundo superior. No monoteísmo, a distância entre os seres e seus princípios explicativos aumenta ainda mais; o homem, nesse estágio, reúne todas as divindades em uma só.
A fase teológica monoteísta representaria, no desenvolvimento do espírito humano, uma etapa de transição para o estado metafísico. Este, inicialmente, concebe “forças” para explicar ficar os diferentes grupos de fenômenos, em substituição às divindades da fase teológica. Fala-se então de uma “força física”, uma “força química”, uma “força vital”. Num segundo período, a mentalidade metafísica reuniria todas essas forças numa só, a chamada “natureza”, unidade que equivaleria ao deus único do monoteísmo.
O estado metafísico tem, segundo Comte, outros pontos de contato com o teológico. Ambos tendem à procura de soluções absolutas para os problemas do homem; a metafísica, tanto quanto a teologia, procura explicar a “natureza íntima” das coisas, sua origem e destino últimos, bem como a maneira pela qual são produzidas. A diferença reside no fato de a metafísica colocar o abstrato no lugar do concreto e a argumentação no lugar da imaginação. Nessa perspectiva comteana, o estado metafísico se caracterizaria fundamentalmente pela dissolução do teológico. A argumentação, penetrando nos domínios das idéias teológicas, traria à luz suas contradições inerentes e substituiria a vontade divina por "idéias" ou "forças". Com isso, a metafísica destruiria a idéia teológica de subordinação da natureza e do homem ao sobrenatural. Na esfera política, o espírito metafísico corresponderia a uma substituição dos reis pelos juristas; supondo-se a sociedade como originária de um contrato, tende-se a basear o Estado na soberania do povo.
O estado positivo caracteriza-se, segundo Comte, pela subordinação da imaginação e da amamentação à observação. Cada proposição enunciada de maneira positiva deve corresponder a um fato, seja particular, seja universal. Isso não significa, porém, que Comte defenda um empirismo puro, ou seja, a redução de todo conhecimento à apreensão exclusiva de fatos isolados. A visão positiva dos fatos abandona a consideracão das causas dos fenômenos (procedimento teológico ou metafísico) e torna-se pesquisa de suas leis, entendidos como relações constantes entre fenômenos observáveis. Quando procura conhecer fenômenos psicológicos, o espírito positivo deve visar às relações imutáveis presentes neles - como quando trata de fenômenos físicos, como o movimento ou a massa; só assim conseguiria realmente explicá-los. Segundo Comte, a procura de leis imutáveis ocorreu pela primeira vez na história quando os antros gregos criaram a astronomia matemática. Na época moderna, o mesmo procedimento invento reaparece em Bacon (1561 - 1626), Galileu (1564 - 1642) e René Descartes (1596 - 1650), os fundadores da filosofia positiva, para Comte.
A filosofia positiva, ao contrário dos estados teológico e metafísico, considera impossível a redução dos fenômenos naturais a um só princípio (Deus, natureza ou outro experiência equivalente). Segundo Comte, a experiência nunca mostra mais do que uma limitada interconexão entre determinados fenômenos. Cada ciência ocupa-se apenas com certo grupo de fenômenos, irredutíveis uns aos outros. A unidade que o conhecimento pode alcançar seria, assim, inteiramente subjetiva, radicando no fato de empregar-se um mesmo método, seja qual for o campo em questão: uma idêntica metodologia produz convergência e homogeneidade de teorias.
Essa unidade do conhecimento não é apenas individual, mas também coletiva; isso faz da filosofia positiva o fundamento intelectual da fraternidade entre os homens, possibilitando a vida prática em comum. A união entre a teoria e a prática seria muito mais íntima no estado positivo do que nos anteriores, pois o conhecimento das relações constantes entre os fenômenos torna possível determinar seu futuro desenvolvimento. O conhecimento positivo caracteriza-se pela previsibilidade: “ver para prever” é o lema da ciência positiva. A previsibilidade científica permite o desenvolvimento da técnica e, assim, o estado positivo corresponde à indústria, no sentido de exploração da natureza pelo homem.
Em suma, o espírito positivo, segundo Comte, instaura as ciências como investigação do real, do certo e indubitável, do precisamente determinado e do útil. Nos domínios do social e do político, o estágio positivo do espírito humano marcaria a passagem do poder espiritual para as mãos dos sábios e cientistas e do poder material para o controle dos industriais.
Texto na íntegra
http://www.culturabrasil.org/comte.htm
Atendendo aos mais diversos pedidos e com objetivo de sanar o desejo incontrolável de saber que anceia vossas pobres almas, aproveito tal ferramenta do mundo virtual cibernético pós moderno para oferecer-lhes um apoio didático pedagógico de crescimento intelectual.
Visando permiter que desfrutem de dias menos intempestuosos, trago-lhes com grande felicidade, algumas indicações de sítios na rede mundial que os auxiliarão nos estudos, enobrecendo vossas almas e deixando vossas vidas menos taciturnas, macambuzias.
Seguirá, na complementação desta superficial, mas bem intencionada, redação, trechos destes mesmos sítios com a referência bibliográfica para a leitura em sua íntegra no próprio local de origem.
Fico, desde já, venturoso com vossas visitas neste humilde "blog".
Um ótimo final de semana,
Professor Tiago Dias
AUGUSTO COMTE E O POSITIVISMO
O progresso do espírito
A filosofia da historia – primeiro tema da filosofia de Comte – pode ser sintetizada na sua célebre lei dos três estados: todas as ciências e o espírito humano como um todo desenvolvem-se através de três fases distintas: a teológica, a metafísica e a positiva.
No estado teológico, pensa Comte, o número de observações dos fenômenos reduz-se a poucos casos e, por isso, a imaginação desempenha papel de primeiro plano. Diante da diversidade da natureza, o homem só consegue explicá-la mediante a crença na intervenção de seres pessoais e sobrenaturais. O mundo torna-se compreensível somente através das idéias de deuses e espíritos. Segundo Comte, a mentalidade teológica visa a um tipo de compreensão absoluta; o homem, nesse estágio de desenvolvimento, acredita ter posse absoluta do conhecimento. Para além dos limites dos seres sobrenaturais, o homem não coloca qualquer problema, sentindo-se satisfeito na medida em que a possibilidade de recorrer à intervenção das divindades fornece um quadro para compreensão dos fenômenos que ocorrem ao seu redor.
Paralelamente às funções de explicação da natureza, a mentalidade teológica desempenharia também relevante papel de coesão social, fundamentando a vida social. Confiando em poderes imutáveis, fundados na autoridade, essa mentalidade teria como forma política correspondente a monarquia aliada ao militarismo.
O estado teológico, para Comte, apresenta-se dividido em três períodos sucessivos: o fetichismo, o politeísmo e o monoteísmo. No fetichismo, uma vida espiritual, semelhante à do homem, é atribuída aos seres naturais. O politeísmo esvazia os seres naturais de suas vidas anímicas - tal como concebidos no estágio anterior - e atribui a animação desses seres não a si mesmos, mas a outros seres, invisíveis e habitantes de um mundo superior. No monoteísmo, a distância entre os seres e seus princípios explicativos aumenta ainda mais; o homem, nesse estágio, reúne todas as divindades em uma só.
A fase teológica monoteísta representaria, no desenvolvimento do espírito humano, uma etapa de transição para o estado metafísico. Este, inicialmente, concebe “forças” para explicar ficar os diferentes grupos de fenômenos, em substituição às divindades da fase teológica. Fala-se então de uma “força física”, uma “força química”, uma “força vital”. Num segundo período, a mentalidade metafísica reuniria todas essas forças numa só, a chamada “natureza”, unidade que equivaleria ao deus único do monoteísmo.
O estado metafísico tem, segundo Comte, outros pontos de contato com o teológico. Ambos tendem à procura de soluções absolutas para os problemas do homem; a metafísica, tanto quanto a teologia, procura explicar a “natureza íntima” das coisas, sua origem e destino últimos, bem como a maneira pela qual são produzidas. A diferença reside no fato de a metafísica colocar o abstrato no lugar do concreto e a argumentação no lugar da imaginação. Nessa perspectiva comteana, o estado metafísico se caracterizaria fundamentalmente pela dissolução do teológico. A argumentação, penetrando nos domínios das idéias teológicas, traria à luz suas contradições inerentes e substituiria a vontade divina por "idéias" ou "forças". Com isso, a metafísica destruiria a idéia teológica de subordinação da natureza e do homem ao sobrenatural. Na esfera política, o espírito metafísico corresponderia a uma substituição dos reis pelos juristas; supondo-se a sociedade como originária de um contrato, tende-se a basear o Estado na soberania do povo.
O pensamento positivo
O estado positivo caracteriza-se, segundo Comte, pela subordinação da imaginação e da amamentação à observação. Cada proposição enunciada de maneira positiva deve corresponder a um fato, seja particular, seja universal. Isso não significa, porém, que Comte defenda um empirismo puro, ou seja, a redução de todo conhecimento à apreensão exclusiva de fatos isolados. A visão positiva dos fatos abandona a consideracão das causas dos fenômenos (procedimento teológico ou metafísico) e torna-se pesquisa de suas leis, entendidos como relações constantes entre fenômenos observáveis. Quando procura conhecer fenômenos psicológicos, o espírito positivo deve visar às relações imutáveis presentes neles - como quando trata de fenômenos físicos, como o movimento ou a massa; só assim conseguiria realmente explicá-los. Segundo Comte, a procura de leis imutáveis ocorreu pela primeira vez na história quando os antros gregos criaram a astronomia matemática. Na época moderna, o mesmo procedimento invento reaparece em Bacon (1561 - 1626), Galileu (1564 - 1642) e René Descartes (1596 - 1650), os fundadores da filosofia positiva, para Comte.
A filosofia positiva, ao contrário dos estados teológico e metafísico, considera impossível a redução dos fenômenos naturais a um só princípio (Deus, natureza ou outro experiência equivalente). Segundo Comte, a experiência nunca mostra mais do que uma limitada interconexão entre determinados fenômenos. Cada ciência ocupa-se apenas com certo grupo de fenômenos, irredutíveis uns aos outros. A unidade que o conhecimento pode alcançar seria, assim, inteiramente subjetiva, radicando no fato de empregar-se um mesmo método, seja qual for o campo em questão: uma idêntica metodologia produz convergência e homogeneidade de teorias.
Essa unidade do conhecimento não é apenas individual, mas também coletiva; isso faz da filosofia positiva o fundamento intelectual da fraternidade entre os homens, possibilitando a vida prática em comum. A união entre a teoria e a prática seria muito mais íntima no estado positivo do que nos anteriores, pois o conhecimento das relações constantes entre os fenômenos torna possível determinar seu futuro desenvolvimento. O conhecimento positivo caracteriza-se pela previsibilidade: “ver para prever” é o lema da ciência positiva. A previsibilidade científica permite o desenvolvimento da técnica e, assim, o estado positivo corresponde à indústria, no sentido de exploração da natureza pelo homem.
Em suma, o espírito positivo, segundo Comte, instaura as ciências como investigação do real, do certo e indubitável, do precisamente determinado e do útil. Nos domínios do social e do político, o estágio positivo do espírito humano marcaria a passagem do poder espiritual para as mãos dos sábios e cientistas e do poder material para o controle dos industriais.
Texto na íntegra
http://www.culturabrasil.org/comte.htm
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Música para ouvir
Salve à todos e à todas!
Esses dias tem sido muito corridos e, por conta disto, não consegui publicar nada por aqui.
Enquanto não apimentamos nossas conversas com os filmes sugeridos ou as leituras propostas, fica a dica de uma musiquinha, de Chico Buarque.
Acho bacana pensarmos nela como referência ao nosso dia a dia. Ouçam, opinem...
Abraços!
Deus lhe Pague
Por esse pão
pra comer
Por esse chão
pra dormir
A certidão pra nascer
E a concessão
pra sorrir
Por me deixar respirar
Por me deixar existir
Pelo prazer
de chorar
E pelo "estamos aí"
Pela piada no bar
E o futebol
pra aplaudir
Um crime
pra comentar
E um samba
pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia
Essa saia
Pelas mulheres daqui
O amor mal feito
Depressa
Fazer a barba e partir
Pelo domingo
que é lindo
Novela, missa
jornal e gibi
Pela cachaça
desgraça
Que a gente tem
que engolir
Pela fumaça
desgraça
que a gente
tem que tossir
Pelos andaimes,
pingentes
Que a gente
tem que cair
Deus lhe pague
Por mais um
dia, agonia Pra suportar
e assistir
Pelo rangido
dos dentes
Pela a cidade a zunir
E pelo grito
demente
Que nos ajuda a fugir
Pela mulher
carpideira
Pra nos louvar
e cuspir
E pelas
(vermes)moscas-bicheiras
A nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira
que enfim
vai nos redimir
Deus lhe pague
Esses dias tem sido muito corridos e, por conta disto, não consegui publicar nada por aqui.
Enquanto não apimentamos nossas conversas com os filmes sugeridos ou as leituras propostas, fica a dica de uma musiquinha, de Chico Buarque.
Acho bacana pensarmos nela como referência ao nosso dia a dia. Ouçam, opinem...
Abraços!
Deus lhe Pague
Por esse pão
pra comer
Por esse chão
pra dormir
A certidão pra nascer
E a concessão
pra sorrir
Por me deixar respirar
Por me deixar existir
Pelo prazer
de chorar
E pelo "estamos aí"
Pela piada no bar
E o futebol
pra aplaudir
Um crime
pra comentar
E um samba
pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia
Essa saia
Pelas mulheres daqui
O amor mal feito
Depressa
Fazer a barba e partir
Pelo domingo
que é lindo
Novela, missa
jornal e gibi
Pela cachaça
desgraça
Que a gente tem
que engolir
Pela fumaça
desgraça
que a gente
tem que tossir
Pelos andaimes,
pingentes
Que a gente
tem que cair
Deus lhe pague
Por mais um
dia, agonia Pra suportar
e assistir
Pelo rangido
dos dentes
Pela a cidade a zunir
E pelo grito
demente
Que nos ajuda a fugir
Pela mulher
carpideira
Pra nos louvar
e cuspir
E pelas
(vermes)moscas-bicheiras
A nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira
que enfim
vai nos redimir
Deus lhe pague
domingo, 4 de abril de 2010
Aos alunos do 1º e 2º EM e à todos os interessados
Vimos nesta semana o início do filme 1,99 - Um Supermercado que Vende Palavras. Confesso que estou apanhando um pouco para conseguir publicar os trechos que separei do vídeo aqui ou no YouTube (para colocar o endereço aqui). Desta forma, vou passar o endereço do filme completo. Vale lembrar que vimos apenas os primeiros 30 minutos. Vejam e pensem sobre ele. Conversaremos mais durante a semana.
Grande abraço à todos.
http://www.youtube.com/watch?v=vSmuy5ZHBlU&feature=PlayList&p=830C1E5C948D7AF4&playnext_from=PL&index=0&playnext=1
Grande abraço à todos.
http://www.youtube.com/watch?v=vSmuy5ZHBlU&feature=PlayList&p=830C1E5C948D7AF4&playnext_from=PL&index=0&playnext=1
Quem é a nossa mídia!?
Salve à todos e à todas!
Este texto foi extraído do site Agencia Carta Maior.
Leiam e reflitam sobre seu conteúdo. Lembrem-se que o texto foi copiado na íntegra, sem qualquer tipo de corte ou emissão de opinião.
Quem estava prestando atenção já percebeu faz tempo: a antiga imprensa brasileira virou um partido político, incorporando as sessões paulistas do PSDB (Serra) e do PMDB (Quércia), e o DEM (ex-PFL, ex-Arena).
A boa novidade é que finalmente eles admitiram ser o que são, através das palavras sinceras de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva do jornal Folha de S. Paulo, em declaração ao jornal O Globo:
“Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”
A presidente da Associação Nacional dos Jornais constata, como ela mesma assinala, o óbvio: seus associados “estão fazendo de fato a posição oposicionista (sic) deste país”. Por que agem assim? Porque “a oposição está profundamente fragilizada”.
A presidente da associação/partido não esclarece porque a oposição “deste país” estaria “profundamente fragilizada”, apesar de ter, como ela mesma reconhece, o irrestrito apoio dos seus associados (os jornais).
A presidente da associação/partido não questiona a moralidade de seus filiados assumirem a “posição oposicionista deste país” enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo. Também não questiona o fato de serem a oposição ao governo “deste país” mas não aos governos do seu estado (São Paulo).
Propriedades privadas, gozando de muitas isenções de impostos para que possam melhor prestar um serviço público fundamental, o de informar a sociedade com a liberdade e o equilíbrio que o bom jornalismo exige, os jornais proclamam-se um partido, isto é, uma “organização social que se fundamenta numa concepção política ou em interesses políticos e sociais comuns e que se propõe alcançar o poder”.
O partido da imprensa se propõe a alcançar o poder com o seu candidato, José Serra. Trata-se, na verdade, de uma retomada: Serra, FHC e seu partido, a imprensa, estiveram no poder por oito anos. Deixaram o governo com desemprego, juros, dívida pública, inflação e carga tributária em alta, crescimento econômico pífio e índices muito baixos de aprovação popular. No governo do partido da imprensa, a criminosa desigualdade social brasileira permaneceu inalterada e os índices de criminalidade (homicídios) tiveram forte crescimento,
O partido da imprensa assumiu a “posição oposicionista” a um governo que hoje conta com enorme aprovação popular. A comparação de desempenho entre os governos do Partido dos Trabalhadores (Lula, Dilma) e do partido da imprensa (FHC, Serra), é extraordinariamente favorável ao primeiro: não há um único índice social ou econômico em que o governo Lula (Dilma) não seja muito superior ao governo FHC (Serra), a lista desta comparação chega a ser enfadonha
Serra é, portanto, o candidato do partido da imprensa, que reúne os interesses da direita brasileira e faz oposição ao governo Lula. Dilma é a candidata da situação, da esquerda, representando vários partidos, defendendo a continuidade do governo Lula.
Agora que tudo ficou bem claro, você pode continuar (ou não) lendo seu jornal, sabendo que ele trabalha explicitamente a favor de uma candidatura e de um partido que, como todo partido, almeja o poder.
X
Annita Dunn, diretora de Comunicações da Casa Branca, à rede de televisão CNN e aos repórteres do The New York Times:
"A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano" (...) "não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN. A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico. Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição."
Este texto foi extraído do site Agencia Carta Maior.
Leiam e reflitam sobre seu conteúdo. Lembrem-se que o texto foi copiado na íntegra, sem qualquer tipo de corte ou emissão de opinião.
"Jorge Furtado: a antiga imprensa, enfim, assume partido
Finalmente a antiga imprensa brasileira assumiu que virou um partido político. O anúncio foi feito pela presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva da Folha de S.Paulo, Maria Judith Brito: "Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposiciobista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada". A presidente da associação/partido não questiona a moralidade de seus filiados assumirem a “posição oposicionista deste país” enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo. O artigo é de Jorge Furtado
Jorge Futado - Blog da Casa de Cinema
Artigo publicado no blog de Jorge Furtado/Casa de Cinema de Porto AlegreQuem estava prestando atenção já percebeu faz tempo: a antiga imprensa brasileira virou um partido político, incorporando as sessões paulistas do PSDB (Serra) e do PMDB (Quércia), e o DEM (ex-PFL, ex-Arena).
A boa novidade é que finalmente eles admitiram ser o que são, através das palavras sinceras de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva do jornal Folha de S. Paulo, em declaração ao jornal O Globo:
“Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”
A presidente da Associação Nacional dos Jornais constata, como ela mesma assinala, o óbvio: seus associados “estão fazendo de fato a posição oposicionista (sic) deste país”. Por que agem assim? Porque “a oposição está profundamente fragilizada”.
A presidente da associação/partido não esclarece porque a oposição “deste país” estaria “profundamente fragilizada”, apesar de ter, como ela mesma reconhece, o irrestrito apoio dos seus associados (os jornais).
A presidente da associação/partido não questiona a moralidade de seus filiados assumirem a “posição oposicionista deste país” enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo. Também não questiona o fato de serem a oposição ao governo “deste país” mas não aos governos do seu estado (São Paulo).
Propriedades privadas, gozando de muitas isenções de impostos para que possam melhor prestar um serviço público fundamental, o de informar a sociedade com a liberdade e o equilíbrio que o bom jornalismo exige, os jornais proclamam-se um partido, isto é, uma “organização social que se fundamenta numa concepção política ou em interesses políticos e sociais comuns e que se propõe alcançar o poder”.
O partido da imprensa se propõe a alcançar o poder com o seu candidato, José Serra. Trata-se, na verdade, de uma retomada: Serra, FHC e seu partido, a imprensa, estiveram no poder por oito anos. Deixaram o governo com desemprego, juros, dívida pública, inflação e carga tributária em alta, crescimento econômico pífio e índices muito baixos de aprovação popular. No governo do partido da imprensa, a criminosa desigualdade social brasileira permaneceu inalterada e os índices de criminalidade (homicídios) tiveram forte crescimento,
O partido da imprensa assumiu a “posição oposicionista” a um governo que hoje conta com enorme aprovação popular. A comparação de desempenho entre os governos do Partido dos Trabalhadores (Lula, Dilma) e do partido da imprensa (FHC, Serra), é extraordinariamente favorável ao primeiro: não há um único índice social ou econômico em que o governo Lula (Dilma) não seja muito superior ao governo FHC (Serra), a lista desta comparação chega a ser enfadonha
Serra é, portanto, o candidato do partido da imprensa, que reúne os interesses da direita brasileira e faz oposição ao governo Lula. Dilma é a candidata da situação, da esquerda, representando vários partidos, defendendo a continuidade do governo Lula.
Agora que tudo ficou bem claro, você pode continuar (ou não) lendo seu jornal, sabendo que ele trabalha explicitamente a favor de uma candidatura e de um partido que, como todo partido, almeja o poder.
X
Annita Dunn, diretora de Comunicações da Casa Branca, à rede de televisão CNN e aos repórteres do The New York Times:
"A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano" (...) "não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN. A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico. Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição."
Atendendo à pedidos!
Salve à todas e à todos!
No dia 31 de março recebi a visita do Brenno e, em seu comentário, me fez uma pergunta. Isto me motivou a escrever mais este texto. Achei o tema muito bacana e, por isso, não respondi no próprio espaço de comentários. Também esperei um pouco porque novos acontecimentos sobre o tema estavam para acontecer.
Então, vamos lá, vou publicar a mensagem do Brenno na íntegra (por dois motivos, primeiramente para incentivar à todos para escreverem e depois porque o texto ficou ótimo!) e depois faço os meus cometários.
" Brenno disse...
Fugindo um pouco do assunto principal, mas ainda falando da "violência" durante e após os jogos de futebol no Brasil, queria perguntar a você, Tiago, se realmente concorda com a lei que vai entrar, ou já entrou, em vigor na cidade de São Paulo (não sei ao certo) sobre o horário dos jogos... Você realmente acha que o horário do término dos jogos influencia a segurança dos espectadores ou simplesmente os problemas à serem resolvidos acontecerão 1 hora antes? Segundo os que são a favor dessa lei, o horário do término dos jogos foi adiantada pelos fatos de que os frequentadores de estádios não teriam transporte após o jogo e teriam problemas no dia seguinte levando em conta o horário de serviço. Concorda com isso ou acha que o governo deveria tentar resolver os reais problemas de segurança e transporte de forma direta em vez de apenas alterar o horário final dos jogos? E por que apenas na cidade de São Paulo?
Abraço, Brenno"
Podemos começar nossas discussões sobre as questões que envolvem apenas o horário. Acredito ser absolutamente desumano um jogo acabar por volta de 24h. Vamos pensar, primeiro, nas pessoas que moram na capital. Para aqueles que vão até o Pacaembu ou Parque Antártica, sair do jogo literalmente no fim do dia e pegar ônibus para casa significa ir dormir as 2h da manhã, se não mais. Além disso, temos que lembrar que o mesmo cidadão levanta às 6h para ir trabalhar, afinal a situação caótica do trânsito paulistano não é novidade à ninguém. Faz-se desnecessária qualquer discussão sobre esta violência individual. Mas a coisa não para por aí.
Vamos pesar, agora, em quem vai ao Morumbi. Um bairro genuinamente elitista, portanto, sem ônibus (já viram rico andar de busão???). O que acarreta, antes de tomar o transporte público (público custando o que custa??? Só isso já é uma boa discussão), uma boa caminhada até o "ponto" mais próximo.
É inegável que o horário é um problema (e nem discutimos a questão da violência, ainda). Mas a pergunta é: à quem este horário interessa?
Será que a grande mídia deste país, em especial a Rede Bobo, gostaria de ver um jogo começanda às 20h? Bem no horário da telenovela-alienante? Quem faria propaganda às 22h45??? Respondida a pergunta sobre o porque do horário, né?
E por último, mas não menos importante, a questão que envolve a violência. Vou começar com uma pergunta - típico de filósofo ficar questionando, né Brenno? - provocadora. Quantas vezes a mesma emissora citada acima reclamou publicamente sobre a ineficiência do governo em resolver a violência que tem sua amplitude máxima na madrugada? Quantas vezes isso ganhou espaço no noticiário tão caro? Porque usar, inclusive, os programas esportivos para suscitar tamanha reflexão, justo agora?
É lógico que o horário do jogo não interfere na questão da violência, apenas teremos menos gente transitando pelas ruas na madrugada de quarta para quinta. Mas isso, somente, não resolve o problema. Também é claro que o governo municipal, estadual, federal é ineficiente neste quesito. E nem preciso falar da polícia (vamos criar um tópico de discussão sobre violência? Tem muita coisa a ser debatida, o que acham?), que é frágil, mal paga, mal treinada e assim por diante. Mas, como a Câmara dos Vereadores da Capital resolveu tocar no assunto, a Rede Bobo levantou todos estes problemas apenas para tirar o foco da questão central: o FUTEBOL.
E, como o assunto é absolutamente financeiro, o língua presa Gilberto Kassab, que está preso à emissora, na quinta (antes de um feriado cristão quando as TV'S falam apenas de ovos de páscoa e acidente nas estradas) vetou a lei proposta pela Câmara dos Vereadores. Estes prometeram derrubar o veto, mas...
Quem será que terá mais peito? Vereadores em ano de campanha (o assunto é bem popular, né?) ou a Rede Marinho????
Em breve, cenas do próximo capítulo...
No dia 31 de março recebi a visita do Brenno e, em seu comentário, me fez uma pergunta. Isto me motivou a escrever mais este texto. Achei o tema muito bacana e, por isso, não respondi no próprio espaço de comentários. Também esperei um pouco porque novos acontecimentos sobre o tema estavam para acontecer.
Então, vamos lá, vou publicar a mensagem do Brenno na íntegra (por dois motivos, primeiramente para incentivar à todos para escreverem e depois porque o texto ficou ótimo!) e depois faço os meus cometários.
" Brenno disse...
Fugindo um pouco do assunto principal, mas ainda falando da "violência" durante e após os jogos de futebol no Brasil, queria perguntar a você, Tiago, se realmente concorda com a lei que vai entrar, ou já entrou, em vigor na cidade de São Paulo (não sei ao certo) sobre o horário dos jogos... Você realmente acha que o horário do término dos jogos influencia a segurança dos espectadores ou simplesmente os problemas à serem resolvidos acontecerão 1 hora antes? Segundo os que são a favor dessa lei, o horário do término dos jogos foi adiantada pelos fatos de que os frequentadores de estádios não teriam transporte após o jogo e teriam problemas no dia seguinte levando em conta o horário de serviço. Concorda com isso ou acha que o governo deveria tentar resolver os reais problemas de segurança e transporte de forma direta em vez de apenas alterar o horário final dos jogos? E por que apenas na cidade de São Paulo?
Abraço, Brenno"
Podemos começar nossas discussões sobre as questões que envolvem apenas o horário. Acredito ser absolutamente desumano um jogo acabar por volta de 24h. Vamos pensar, primeiro, nas pessoas que moram na capital. Para aqueles que vão até o Pacaembu ou Parque Antártica, sair do jogo literalmente no fim do dia e pegar ônibus para casa significa ir dormir as 2h da manhã, se não mais. Além disso, temos que lembrar que o mesmo cidadão levanta às 6h para ir trabalhar, afinal a situação caótica do trânsito paulistano não é novidade à ninguém. Faz-se desnecessária qualquer discussão sobre esta violência individual. Mas a coisa não para por aí.
Vamos pesar, agora, em quem vai ao Morumbi. Um bairro genuinamente elitista, portanto, sem ônibus (já viram rico andar de busão???). O que acarreta, antes de tomar o transporte público (público custando o que custa??? Só isso já é uma boa discussão), uma boa caminhada até o "ponto" mais próximo.
É inegável que o horário é um problema (e nem discutimos a questão da violência, ainda). Mas a pergunta é: à quem este horário interessa?
Será que a grande mídia deste país, em especial a Rede Bobo, gostaria de ver um jogo começanda às 20h? Bem no horário da telenovela-alienante? Quem faria propaganda às 22h45??? Respondida a pergunta sobre o porque do horário, né?
E por último, mas não menos importante, a questão que envolve a violência. Vou começar com uma pergunta - típico de filósofo ficar questionando, né Brenno? - provocadora. Quantas vezes a mesma emissora citada acima reclamou publicamente sobre a ineficiência do governo em resolver a violência que tem sua amplitude máxima na madrugada? Quantas vezes isso ganhou espaço no noticiário tão caro? Porque usar, inclusive, os programas esportivos para suscitar tamanha reflexão, justo agora?
É lógico que o horário do jogo não interfere na questão da violência, apenas teremos menos gente transitando pelas ruas na madrugada de quarta para quinta. Mas isso, somente, não resolve o problema. Também é claro que o governo municipal, estadual, federal é ineficiente neste quesito. E nem preciso falar da polícia (vamos criar um tópico de discussão sobre violência? Tem muita coisa a ser debatida, o que acham?), que é frágil, mal paga, mal treinada e assim por diante. Mas, como a Câmara dos Vereadores da Capital resolveu tocar no assunto, a Rede Bobo levantou todos estes problemas apenas para tirar o foco da questão central: o FUTEBOL.
E, como o assunto é absolutamente financeiro, o língua presa Gilberto Kassab, que está preso à emissora, na quinta (antes de um feriado cristão quando as TV'S falam apenas de ovos de páscoa e acidente nas estradas) vetou a lei proposta pela Câmara dos Vereadores. Estes prometeram derrubar o veto, mas...
Quem será que terá mais peito? Vereadores em ano de campanha (o assunto é bem popular, né?) ou a Rede Marinho????
Em breve, cenas do próximo capítulo...
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