terça-feira, 16 de agosto de 2011

A Unasul, afinal, existe.

 Texto extraído da agência Carta Maior

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18243&boletim_id=983&componente_id=15805

A Unasul, que até agora tinha mostrado eficácia em episódios políticos pontuais (quando contribuiu de maneira decisiva para evitar desdobramentos de ameaças golpistas no Equador de Rafael Correa e na Bolívia de Evo Morales), pode avançar, no campo econômico, mais do que qualquer outra instituição regional jamais conseguiu. Diante do vendaval da crise que varre as economias centrais, os países sul-americanos parecem ter se lançado a sério na busca de proteções próprias, sem ficar à espera de decisões alheias. O artigo é de Eric Nepomuceno, de Buenos Aires.

Na noite da quinta-feira passada, dia 11, uma discreta mesa de um restaurante de Puerto Madero, a região de Buenos Aires preferida pelos turistas endinheirados e os empresários enfastiados, abrigou dois senhores bem vestidos. Eles pediram um cardápio nada original: provoleta, aquela grossa fatia de provolone levemente derretida na grelha e coberta de azeite e orégano, um inevitável asado, salada e vinho de Mendoza.

Pareceriam dois senhores num típico jantar sem outra razão que a rotina e o protocolo, num restaurante acostumado a misturar novos ricos espalhafatosos e empresários discretos, se não fosse observado um detalhe: eram os ministros de Economia mais poderosos da América do Sul, o argentino Amado Boudou e o brasileiro Guido Mantega. O jantar foi, na verdade, uma espécie de ensaio final para ajustar os detalhes do que seria discutido no dia seguinte, durante a reunião de ministros de Economia e dos presidentes dos bancos centrais da Unasul, a União de Nações Sul-americanas, nome do bloco nascido em 2008 e que reúne os doze países sul-americanos.

Durante toda aquela quinta-feira técnicos das equipes econômicas dos governos da região esmiuçaram diferenças e divergências procurando limar os pontos mais ásperos e diminuir atritos no encontro da sexta-feira. A proposta da cúpula de ministros era estabelecer uma ação comum para que os países da região consigam enfrentar sem maiores danos a descabelada crise que sacode as economias, derrete as bolsas e espalha o pânico entre os países mais ricos do planeta.

A jornada seguinte – sexta-feira, 12 de agosto – foi extenuante. Apesar dos esforços dos técnicos, algumas divergências continuavam agudas. Afinal, um dos que mais insistiram na convocação do encontro havia sido o presidente da Colômbia, o conservador Juan Manuel Santos, cujo governo ainda vê com desconfiança as políticas econômicas de quase toda a região e continua vendo com bons olhos as diretrizes de um neoliberalismo que causou cataclismos num tempo não tão remoto da América do Sul.

Encontrar pontos de convergência entre os integrantes do bloco não é nada fácil, mas havia e há evidente boa vontade para que se chegue a bom porto.

No final, um balanço positivo: o Conselho de Economia da Unasul conseguiu superar diferenças ideológicas e avançar em acordos técnicos. O discurso de Mantega, perfeitamente afinado com o de Boudou, se manteve firme: a América do Sul está preparada para enfrentar a crise, em condições ainda melhores que as de 2008, e precisa buscar suas próprias armas e defesas para não se deixar levar de roldão.

Pondo de lado os difíceis detalhes da estratégia a ser traçada, um dado deve chamar a atenção: a Unasul, que até agora tinha mostrado eficácia em episódios políticos pontuais (quando contribuiu de maneira decisiva para evitar desdobramentos de ameaças golpistas no Equador de Rafael Correa e na Bolívia de Evo Morales), pode avançar, no campo econômico, mais do que qualquer outra instituição regional jamais conseguiu. Diante do vendaval da crise que varre as economias centrais, os países sul-americanos parecem ter se lançado a sério na busca de proteções próprias, sem ficar à espera de decisões alheias. Pela primeira vez, e apesar das diferenças e distâncias que separam os próprios integrantes do bloco, todos parecem em melhores condições do que os países centrais sacudidos pela crise. O grande desafio dos governos da América do Sul é, a partir de agora, sair da área dos discursos e declarações e passar à prática.

O primeiro passo a ser dado é encontrar equilíbrio entre políticas tão dispares como as conservadoras, aplicadas pelos governos do Chile e da Colômbia, e as radicais, defendidas pela Venezuela, a Bolívia e o Equador. E é aí que deve-se ressaltar a importância mediadora e o peso específico dos governos aos quais pertencem aqueles dois senhores que, na noite da quinta-feira, véspera do encontro, se contentaram com um cardápio prosaico num lugar de novos ricos.

Oxalá – o jantar e a escolha do lugar, e não o que disseram no dia seguinte – tenha sido um mero disfarce para suas verdadeiras intenções.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Pedágios

Salve amigos do boteco!

Recebi hoje, por e-mail, a fatura do meu "Sem parar". Está certo, eu sei, com esse aparelinho eu ganho tempo e tiro alguns empregos. Mas, para quem usa estradas para trabalhar, alguns minutinhos ganhos significam alguns minutinhos na cama. Então, comprei o tal TAG.
Aqui temos um primeiro problema. O tal Sem Parar custa! E custa muito! R$ 60,00 e mais R$ 10,00 de mensalidade. Eu sei, eu sei, passando em 5 pedágios no mês, tem 50% de desconto nessa mensalidade e, como é fácil passar em 5 pedágios por mês, nunca vem mais de cincão mesmo.
Então vamos pensar em algumas coisas! Pagamos, toda vez que abastecemos nossos lindos carros nada baratos (mesmo os ditos populares) um imposto chamado CIDE (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico ???????), correspondente à algo como R$ 0,50 por litro de combustível (não pode, por lei, ultrapassar o valor de R$ 0,89, ufa...). Não é pouco. E esse dinheiro serve justamente para conservação e ampliação da malha rodoviária! Então, aí vai a pergunta: Pedágio é ou não é dupla tributação? Cobrar um serviço que reduz os custos da operação do pedágio é ou não é dupla tributação? Ou tripla? Ou abuso? Ou falcatrua? Ou sacanagem?
O que é isso tudo? Tucanagem, claro!
A revolta aumenta cada vez que vejo os preços das praças de pedágio subirem de forma abusiva. Poxa, 10% de aumento contra uma inflação de 6%??? Meu salário não subiu tudo isso. O seu subiu??? Se sim, arruma uma vaguinha para mim nessa firma, por favor!
Temos diversar formas de protestar contra isso e, uma das que mais gosto é conhecida por desobediência civil! Podemos tentar usar os artifícios já ditos pela net para não pagar os tais pedágios, como passar na cola do carro da frente, bater na cancela que é de plástico ou espuma (e é mesmo), enfim... ou simplesmente podemos optar por vias secundárias para não gastarmos nosso rico dinheirinho com essa bandalheira Serrista-Alckmista com forte inspiração Covista! (procurem saber quem são os donos das empresas e rapidamente tomarão um susto...)
Então, proponho que procuremos alternativas às rodovias pedagiadas e divulguemos nos mais variados meios de comunicação. Que tal a internet e suas redes sociais?
Bom, para começar, vou copiar e reproduzir a fonte de duas praças que podem ser facilmente burladas!
Um forte abraço à todos e saúde!


1º Exemplo: Para driblar José Serra e o pedágio instalado no KM 269 da Rodovia Marechan Rondon, em Botucatu, vamos apresentar duas alternativas.

1)Você que mora no setor leste da cidade pode sair por Vitoriana até a rodovia SP 191,Geraldo Pereira de Barros, entra a esqueda e segue até São Manuel. Em termos de distância, não é muita vantagem, é o dobro da quilometragem (20 km a mais). Ma se seu veículo é a álcool, ainda vai sair um pouco mais barato, sem contar o incomensurável prazer de não dar dinheiro para o Zé Pedágio.

2)Outra alternativa para você que mora nos Setores Sul e Norte é sair pela Marechal Rondon e fazer o retorno na entrada para toledo. Depois, o motorista segue por esta estrada (Monte Alegre) até o trevo do Condomínio Cataneo Angelo, retornando para a Rondon. Segundo me informaram alguns navegantes, apesar do trecho de terra, a estrada está relativamente bem conservada.

Extraído so sítio http://trincheiradofacioli.blogspot.com/2009/10/rotas-alternativas-para-fugir-do.html

2º Exemplo: SP - Campinas (Anhanguera)

Primeiro Pedágio: Entrar na CASTELO BRANCO, seguir até o trevo de Santana de Parnaíba e acessar a Estrada dos Romeiros, passar o centro histórico, sempre seguindo o fluxo. Sairá na Anhanguera após o primeiro pedágio (Altura de Perus).

Pedágio de Valinhos: Acessar o trevo de VINHEDO, seguir pela avenida principal. Quando ela estreitar, pegue a primeira a esquerda. Siga o fluxo, por uma via de mão dupla. A Certa altura existirá uma entrada a esquerda com dois limitadores de largura, amarelos, nos cantos da via (impedem a passagem de caminhões). Seguir por esta via até Valinhos, acessar a avenida de duas pistas A ESQUERDA, retornar a Via Anhanguera.

Outros que conheço:

Pedágio de Limeira (Acesso a Rod.Washington Luiz - SP 310): Acessar o trevo de Limeira (Principal, ao lado da Rodas Fumagalli) seguir por essa via principal e acessar o Anel Viário de Limeira (Referência: Estádio Major José Levy Sobrinho - Limeirão). Siga o fluxo e atente-se a placas para Cordeirópolis (acesso a direita). Seguir por uma via de mão dupla, estará no trevo de Cordeirópolis já na Via W.Luiz.

Pedágio de Rio Claro/Corumbataí (preço ABSURDO no sentido Interior-Capital - Via W.Luiz): Vindo de S.Carlos, acesse o trevo de Corumbataí. Siga até a cidade, e siga placas para Rio Claro. Você acessará a Rodovia Nicolau Marotti, vicinal. Siga sempre em frente passando pelos distritos de Ferraz e Ajapi (Rio Claro). Fique atento a sinalização para a SP 191, acesse ela a rodovia a direita (placas para Rod.W.Luiz). Cerca de 3 a 5 km até encontrar a Rod.W.Luiz, é só acessá-la sentido Rio Claro/Cordeirópolis/Limeira.

Pedágio da Via Anchieta (SP-Santos em ritmo de aventura): Acesse a Rodovia Caminho do Mar - SP 148 no Km 29 (Placas p/ Ribeirão Pires e Suzano). Siga até o Km 37, vire a direita na Estrada da Chiboca, faça um belo off-road e economize quase 20 reais saindo na Anchieta bem a frente do pedágio.

Extraído do sítio: http://www.4x4brasil.com.br/forum/geral-off-topic/76914-escapar-de-pedagios-2.html

3º Exemplo: Botucatu - SP via Castelo Branco.

Furando o 1º pedágio: Saindo da terra do Saci, ainda na "Castelinho", saia no km 7, sentido Pardinho e trafegue por uma estradinha de pista simples, com bom asfalto e quase nenhum movimento até o trevo ao final dela, depois pegua à direita sentido Castelo e desça uma serrinha curta, mas com curvas muito acentuadas, vá devagar e aproveite para curtir as maravilhosas paisagens da região. Você sairá pouco depois do posto Rodo Stop e livrará R$10,00 do pedágio!
Furando o 2º pedágio: Pegue a saída para Porangaba (na placa "Último Retorno Antes do Pedágio", façamos isso então...) e vá até o trevo da entrada da cidade, uns 5 km. No trevo, entre a direita, sentido Cesário Lange e vá até esta cidadezinha. Chegando lá, basta seguir as placas sentido Castelo Branco. É bem sinalizada e o trecho urbano é bem pequeno. Mais R$ 10,00 economizados!
Pronto, sacaneamos o tucanato e economizamos um troco!
Esses eu mesmo fiz e vale muito!!!

Saúde, novamente!

domingo, 27 de março de 2011

Tentativa

A escrita se faz pelas inspirações
ações que se motivam pela mente
desorganizada, organizada, inquieta
na procura de explicações
sobre o que nem se procura

Tento escrever qualquer coisa
que motive meus em amigos a leitura
que aguce os sentidos dos desconhecidos
e que não tenha, de preferência, o menor sentido

O hábito faz a prática
e a prática faz o cotidiano
cheio de novidades e mesmices
que enchem nossa alma de um vazio

Vazio cheio de mistérios
de crises e anseios
Vazio vazio de certezas
e de mordibez e marasmos

Não pretendo ser objetivo
nem tampouco muito vago
mas o reflexo de meus dias
se remontam nesses versos

Um abraço à quem leu
e um aperto de mão à quem por aqui passou...

quinta-feira, 24 de março de 2011

O ressurgimento

Salve amigos botequeiros!

Eu costumava começar mandando um salve aos filósofos, mas, pensando bem, em um boteco quem não é filósofo?

Hoje resolvi dar uma passada por aqui mais para tentar me animar a voltar a escrever do que para comentar um assunto específico. Na verdade não tenho nada a dizer, mas vou exercitar minha capacidade de escrever nada sobre coisa nenhuma. É muito bom, vocês deveriam experimentar.

Na verdade, algumas coisas me instigaram a retomar a vida blogueira. Alguns alunos que perguntam sobre o blog, uma amiga que me visitou por aqui e descobri sem querer, pelo computador dela... isso acabou me motivando e resolvi voltar. Além disso, estava preparando aula e, sempre que estou fazendo isso, resolvo achar outras coisas pra fazer. Mania velha essa, começo muita coisa e não termino nada! Dizem por aí que sou hiper-ativo... Mas, estou disposto a mudar isso e pretendo terminar esse texto e depois a aula! rs

Além disso, minha vida tem-se feito, nesses últimos dias, de angústias intermináveis por questões muito específicas minhas. Mas não vim aqui para compartilhá-las e sim para buscar um espaço para distrair a mente. Na real, nunca achei que usaria esse blog como um desabafo virtual, mas está sendo bom. Tenho tentado me organizar nesse turbilhão de fatos e informações que se move ao meu redor.

Outro fato que talvez tenha tido influência é minha completa alienação. Enfiei-me em um casulo e não sei de quase nada que acontece ao arredor do mundo.

Tentarei publicar algo mais organizado, alguma ideia mais concreta amanhã ou sábado. Prometi pra mim mesmo que darei este final de semana para ajustar minha cabeça e nada melhor do que um momento de reflexão filosófico-virtual!

E, para encerrar, vou deixar uma letra de uma música que gosto bastante que talvez expresse um pouco do que estou sentindo, ou não...

Um brinde à todos!
Saúde!

(nada pessoal contra o Fagner, mas o mérito é do Gonzaguinha, mesmo...  rs)
Aí vai o link da música: http://youtu.be/e_4IcYGsr8o


UM HOMEM TAMBÉM CHORA - GONZAGUINHA
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Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas...
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Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura...
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Guerreiros são pessoas
Tão fortes, tão frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito...
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Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem refeitos...
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É triste ver meu homem
Guerreiro menino
Com a barra do seu tempo
Por sobre seus ombros...
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Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama...
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Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho...
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E sem o seu trabalho
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata...
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Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz...
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É triste ver meu homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros...
.
Eu vejo que ele sangra
Eu vejo que ele berra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama...
.
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho...
.
E sem o seu trabalho
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata...
.
Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz...
.
Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz...